O Sistema de Levantamento e Acompanhamento de preços agropecuários de Santa Catarina tem como objeto coletar, receber, criticar, armazenar, processar e disseminar informações de preços de produtos agropecuários e derivados em nível de produtor e atacado e preços de insumos e serviços. O resultado do trabalho constitui uma base de preços referenciais para dar suporte a estudos e projetos; para a realização de estudos econômicos sobre o comportamento dos preços agropecuários e para subsidiar ações voltadas ao planejamento e à formulação de políticas públicas.

O levantamento tem como abrangência todos os municípios das dez unidades de gestão técnica da Epagri. A partir de uma conjunto de variáreis levantadas, que em nível municipal expressam a potencialidade econômica do setor agropecuário, foram determinados conglomerados de municípios, compondo regiões pela semelhança das variáreis consideradas. Por sua vez, em cada uma das regiões foram identificados municípios que polarizam economicamente os demais, determinando a formação dos preços de produtos agropecuários comercializados pelos produtores. Os municípios praças, cujos nomes designam as regiões, são aqueles que mais se destacam economicamente e onde se verifica uma maior convergência da comercialização. As unidades de gestão técnica - UGTs da Epagri, além de facilitarem o gerenciamento das unidades regionais, atendem o critério de regionalização descrito acima.

O levantamento dos preços dos produtos agrícolas, em nível de produtor é efetuado diariamente para um grupo de produtos, e semanalmente para um grupo maior de produtos em nível de produtor e atacado, em uma amostra de informantes, em dez regiões produtoras do Estado de Santa Catarina. Após a coleta dos preços e da crítica de consistência dos valores, são geradas as informações de mercado, tendo como referência o preço mínimo, mais comum (moda) e máximo de cada produto na região. A divulgação é feita diariamente.

Os preços deverão sofrer uma crítica de consistência no momento da coleta e ao término do levantamento. A primeira, com base no conhecimento factual que o técnico tem quanto à realidade do mercado; a segunda, baseada na evolução de valores anteriores e em indicadores e fatores econômicos correlacionados. No momento da coleta é efetuada uma comparação horizontal dos preços dos produtos no sentido de detectar as discrepâncias. Da mesma forma, são realizadas comparações no tempo, e com outros indicadores que possam levar a uma depuração dos dados, antes da divulgação.

Cabe ressaltar que o sigilo sobre os preços individualizados é considerado fundamental, na medida em que os técnicos recebem informações de comerciantes concorrentes. Os levantamentos serão realizados por um técnico localizado em cada uma das Unidades de Gestão Técnicas da Epagri (UGT’s)s.

Já o levantamento dos preços dos insumos e fatores de produção é efetuado 3 vezes no ano nos meses de abril, julho e outubro, em uma amostra de informantes, em dez regiões produtoras do Estado de Santa Catarina. Após a coleta dos preços e da crítica de consistência dos valores, são calculadas as médias de preços de cada produto na região. A divulgação é feita no início do mês subsequente ao mês do levantamento.

O preço é o valor de bem, declarado pelo informante, segundo uma unidade de medida considerada. O preço informado deve ser entendido como um referencial de comercialização e não como um fato consumado. É possível que o verdadeiro valor seja, exclusivamente, do conhecimento das partes envolvidas (comprador e vendedor). É importante lembrar ainda que, para os fins pretendidos, o conceito refere-se a um levantamento de natureza declaratória, ou seja, o que o informante declarar é, a princípio, a expressão da verdade.

Os preços de produtos levantados nas regiões são processados e resumidos pelo sistema aos valores “mínimo”, “mais comum (moda)”, “máximo” e “médio” da praça, para cada item considerado, a partir das informações dos respectivos informantes. No caso de insumos e fatores de produção, o valor de cada item na praça é expresso somente pela média dos preços de seus informantes. Os mesmos critérios valem para determinação dos preços em âmbito estadual. Estas são as informações a serem disseminadas pelo sistema para os usuários em geral:

Preço mais comum: valor mais frequente de um conjunto de preços, relativos a um mesmo produto agrícola, insumo ou fator de produção, e referente a uma determinada época e local.
Preço máximo: maior dos valores dentre um conjunto de preços, relativos a um mesmo produto agrícola, insumo ou fator de produção, e referente a uma determinada época e local.
Preço mínimo: menor dos valores de um conjunto de preços, relativos a um mesmo produto agrícola, insumo ou fator de produção, e referente a uma determinada época e local.
Preço médio: valor médio obtido através da média aritmética simples a partir de um conjunto de preços, relativos a um mesmo produto agrícola, insumo ou fator de produção, referente a uma determinada época e local.